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Brasil

Os macacos mais antigos do Brasil

De uma só tacada paleontólogos do Brasil e dos Estados Unidos apresentam fósseis de duas novas espécies e de um gênero já conhecido de primatas que viveram entre 9 milhões e 6 milhões de anos atrás onde atualmente é o Acre. “São os macacos mais antigos do país”, diz Mario Cozzuol, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. O mais antigo desses fósseis é de um macaco de cerca de 5 quilos que se alimentava principalmente de frutas: o Solimoea acrensis, parecido com o macaco-aranha (Ateles geoffroyi), de pouco mais de meio metro de altura e uma longa cauda que usa para se pendurar. A segunda espécie identificada por Cozzuol e Richard Kay, da Universidade Duke, Estados Unidos, é a Acrecebus fraileyi, parente distante do macaco-prego (Cebus apella). No Journal of Human Evolution, Cozzuol e Richard afirmam que o terceiro fóssil, um dente antes atribuído a um mamífero semelhante ao quati, pertence a um macaco do gênero Stirtonia, parente do guariba que já havia sido identificado na Colômbia. “Nenhum desses macacos é ancestral dos atuais”, diz Cozzuol. “A descoberta desse gênero e das duas espécies no Acre é um sinal de que a diversidade atual da região pode ter sido ainda maior.”

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