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equações

Matemáticos contra o crime

PNAS

Isto não é arte, mas uma forma de reduzir a criminalidadePNAS

Jeffrey Brantingham não é um detetive. Nem policial. Com sua equipe da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, porém, tem calculado os movimentos de criminosos e vítimas do sul da Califórnia que podem  gerar oportunidades para  os crimes. As equações que criaram estão ajudando a polícia, por mostrar como se formam os lugares mais propícios a crimes – no fundo, um mecanismo matemático similar ao que explica a formação e o espalhamento de moléculas (NewScientist,  23 fevereiro). Essa abordagem, descrita na revista PNAS, examina dois tipos desses lugares – ou hotspots. O primeiro, chamado supercrítico, emerge quando os picos de criminalidade atingem certo limite e criam uma onda local mais intensa de criminalidade. O outro, subcrítico, ocorre quando um fator específico, como um distribuidor de drogas, intensifica os crimes. Um policiamento mais rigoroso pode eliminar os pontos subcríticos, mas apenas deslocar os supercríticos.

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