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Variação genética do envelhecimento

Depois de analisarem mais de 500 mil variações do genoma humano próximas ao gene chamado Terc, pesquisadores da Universidade de Leicester e do King’s College London, em colaboração com grupos da Holanda, apresentaram no início de fevereiro, pela primeira vez, variantes genéticas associadas aos mecanismos biológicos  de envelhecimento que favorecem o surgimento de doenças degenerativas em seres humanos. De acordo com esse trabalho, detalhado na Nature Genetics, pessoas com uma dessas variações genéticas têm as pontas dos cromossomos, ou telômeros, mais curtas, indicação de que têm mais chance de adquirir doenças cardiovasculares com a passagem dos anos. “Algumas pessoas são geneticamente programadas para envelhecer mais rapidamente”, disse Tim Spector, do King’s College London e um  dos coordenadores desse trabalho, em um comunicado à imprensa. O efeito é mais claro em quem tem essa variação do gene Terc, que determina um encurtamento do telômero equivalente a três ou quatro anos de envelhecimento. Pessoas geneticamente mais suscetíveis podem envelhecer mais depressa que as submetidas a fatores danosos aos telômeros, como tabagismo e obesidade.

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