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corrida pela excelência

A corrida pela excelência

memes / wikicommonsUniversidade de Hong Kong de Ciência e Tecnologia atraiu talentos de outros paísesmemes / wikicommons

Os países em desenvolvimento devem investir em universidades de pesquisa de classe mundial apenas depois de criarem um sistema de educação superior consistente, recomenda um relatório do Banco Mundial. O documento examina a experiência de 11 universidades públicas e privadas em nove países da África, Ásia, América Latina e Leste Europeu. As instituições de melhor desempenho exibem características como elevada concentração de professores e alunos talentosos, recursos em abundância e visão estratégica. “Dinheiro é importante, mas o quadro regulatório e os mecanismos de governança são fundamentais”, disse à agência SciDev.Net Jamil Salmi, coordenador para educação superior do Banco Mundial. Circunstâncias políticas e econômicas também podem ser decisivas. A Universidade de Ibadan, na Nigéria, perdeu seus pesquisadores mais talentosos durante sucessivas ditaduras militares, enquanto o crescimento econômico da Índia tem atraído muitos pesquisadores que haviam migrado. Salmi atribui o rápido crescimento da Universidade Hong Kong de Ciência e Tecnologia “à política sistemática de atrair pesquisadores chineses que haviam migrado”. José Joaquín Brunner, ex-ministro da Educação do Chile, criticou a corrida para criar instituições desse tipo. “Os países devem buscar sistemas de ensino superior que respondam às suas necessidades, com foco na formação de capital humano e na produção de conhecimento relevante”, avaliou.

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