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Pergunte aos pesquisadores

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Estruturas em escala nanométrica causam percepção de cor? (Roberto de Carvalho, via e-mail)

LO.TANGELINI / CREATIVE COMMONSO que diferencia as cores é o comprimento de onda da luz, que no espectro visível ao olho humano varia entre 400 nanômetros (azul/violeta) e 700 nanômetros (vermelho-escuro). Um nanômetro corresponde a um milímetro dividido por um milhão. Objetos como gotas de vapor ou bolhas de espuma, com uma fração de milímetro, espalham a luz que incide sobre eles. É por isso que as nuvens no céu e a espuma do chope são brancas. Já estruturas muito menores que o comprimento de onda da luz visível, com um nanômetro ou menos, como moléculas simples, espalham muito pouco a luz. Elas também podem absorver a luz: o chope é amarelo, embora sua espuma seja branca, porque as moléculas que o compõem subtraem as outras cores e deixam passar o centro do espectro, amarelo. Na escala comparável aos comprimentos de onda, as partículas causam uma interferência na luz se estiverem organizadas de forma regular, por exemplo como as lâminas de uma persiana. Esse efeito causa o multicolorido na face gravada de um CD, cujas ranhuras têm essa dimensão, e a iridescência das asas de borboleta ou das penas de pavão, recobertas por fibras da ordem de nanômetros separadas por espaços semelhantes. Essa organização é essencial para que nanoestruturas consigam causar interferência na luz.

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