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Tecnociência

Resistência das cerâmicas

Berkeley Lab

Microrrachaduras em blocos de cerâmica sob temperatura de 1.750°CBerkeley Lab

Produzir motores a jato com materiais cerâmicos traria vantagens em relação à capacidade de o equipamento suportar altas temperaturas, além de economizar combustível e diminuir a poluição. Mas, embora resista a um calor que faria derreter alguns metais, as cerâmicas são extremamente sensíveis a rachaduras. Para tentar contornar esse problema, um grupo do Departamento de Energia e do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, dos Estados Unidos, criou um equipamento de teste para análise de compósitos de cerâmica em ultra-alta temperatura, acima de 1.750°C. A ideia é fazer experimentos em que possam ser testados materiais para uso em jatos hipersônicos e na próxima geração de motores de turbinas a gás. Assim os compósitos poderão ser testados em condições reais de operação. O equipamento utiliza recursos de raios X, fonte de luz ultravioleta e microtomografia que revelam o crescimento de danos em microrrachaduras sob uma temperatura ultra-alta. Um sistema computacional mostra as imagens em três dimensões. O estudo foi liderado pelo pesquisador Robert Ritchie, do Berkeley, é capa da edição de janeiro da revista Nature Materials. Ele teve a colaboração da empresa Teledyne Scientific e financiamento da Nasa e da Força Aérea norte-americana.

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