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suicídio celular

O HIV e a morte explosiva das células de defesa

Gatilho molecular: cópias do HIV (em rosa), que acionam a morte por piroptose

CDC / A. Harrison; Dr. P. FeorinoGatilho molecular: cópias do HIV (em rosa), que acionam a morte por piroptoseCDC / A. Harrison; Dr. P. Feorino

Uma vez no organismo, o vírus da imunodeficiência humana (HIV) inicia a eliminação das células de defesa, em especial dos macrófagos, que deveriam combatê-lo. É uma matança indireta, com efeito disseminado. O grupo liderado por Warner Greene, da Universidade da Califórnia em São Francisco, Estados Unidos, descreve agora, em dois artigos, as vias bioquímicas de morte celular acionadas pelo HIV (19 de dezembro, Science e Nature). A equipe de Greene demonstrou que, depois de penetrar nas células, o HIV aciona uma sequência de reações químicas que levam a célula à morte por piroptose. Assim como a apoptose, que ocorre com as células velhas e doentes, a piroptose é uma forma de suicídio celular. Mas a apoptose é silenciosa, enquanto a piroptose é explosiva: a célula se rompe e libera moléculas inflamatórias. Esse achado abre caminho para novas formas de combater o vírus. Os tratamentos atuais bloqueiam as proteínas produzidas pelo HIV. Os pesquisadores acham ser possível desenvolver compostos que atuem sobre as proteínas dos macrófagos, evitando que morram. Um teste com células mostrou que um composto experimental bloqueou com eficiência a morte dos macrófagos.

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