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Nobel 2018 | Medicina

Imunoterapia para combater o câncer

James Allison (à esq.) e Tasuku Honjo

Niklas Elmehed / © Nobel Media

Dois imunologistas dividiram o Nobel de Medicina ou Fisiologia. O norte-americano James Patrick Allison, de 70 anos, do MD Anderson Cancer Center, nos Estados Unidos, e o japonês Tasuku Honjo, de 76, da Universidade de Kyoto, no Japão, foram laureados por contribuírem para o desenvolvimento da imunoterapia contra o câncer. Essa forma de tratamento usa compostos que estimulam o sistema de defesa a atacar as células tumorais. É o quarto pilar do tratamento oncológico, ao lado da cirurgia, da radioterapia e da quimioterapia. Nos anos 1990, Allison começou a estudar a proteína CTLA-4, que recobre os linfócitos T, célula do sistema imunológico que combate agentes infecciosos e células doentes. À época, viu-se que, uma vez acionada, a proteína bloqueava a ação dos linfócitos T. Em 1994, Allison e sua equipe da Universidade da Califórnia em Berkeley desenvolveram uma molécula (anticorpo) que se ligava à CTLA-4 e impedia sua ativação, liberando os linfócitos para atacarem as células doentes. A estratégia levou ao ipilimumabe, o primeiro anticorpo monoclonal contra a CTLA-4 aprovado para tratar câncer de pele. Em 1992, a equipe do Honjo identificou a PD-1, outra proteína da superfície dos linfócitos T que inibe o sistema imune. O achado levou ao desenvolvimento de um anticorpo que auxilia no tratamento de diferentes tumores.

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No início de outubro, a Fundação Nobel anunciou os ganhadores do prêmio de física, química, economia, medicina ou fisiologia e paz. A Real Academia Sueca de Ciências seleciona os laureados nas três primeiras categorias. O Instituto Karolinska escolhe os vencedores em Medicina ou Fisiologia e o Comitê Norueguês do Nobel, os da paz. Uma quarta instituição, a Academia Sueca, define o premiado em literatura, que, por uma crise na entidade, só será conhecido em 2019, quando deve haver dupla premiação.

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