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Mudanças climáticas

Litígios sobre o clima e recordes de temperatura

O número de casos de litígio sobre mudança climática continua a crescer em pelo menos 28 países, com os Estados Unidos respondendo por mais de 75% dos processos, segundo levantamento que reuniu pesquisadores da Universidade de Leeds e da London School of Economics, ambas no Reino Unido (Global trends in climate change litigation: 2019 snapshot, julho). A maioria dos acusados é de governos, mas os processos estão cada vez mais voltados para as grandes empresas responsáveis por emissões de gases de efeito estufa. Os autores dos litígios são investidores, acionistas ativistas, cidades e Estados, que pressionam os governos nacionais a serem mais ambiciosos em relação ao clima, cumprirem a legislação ou buscarem compensação de empresas por perdas e danos. As ações judiciais se apoiam em achados científicos, que avançam no estabelecimento de um nexo causal entre fontes de emissões e os danos relacionados ao clima. Em meio às disputas judiciais, a Europa viveu mais uma onda de calor, atribuída às mudanças climáticas, em junho, o mais quente já registrado no continente. Na França, o novo recorde nacional de temperatura foi de 45,9 °C em Gallargues-le-Montueux, no sul do país. A Espanha também relatou temperaturas superiores a 40 °C e, na Alemanha, um novo recorde nacional (39,6 °C) ocorreu no último dia do mês. A Organização Meteorológica Mundial prevê outras ondas de calor neste verão do hemisfério Norte e estima que o número de pessoas expostas a elas aumentou em 126 milhões de 2000 a 2016 (World Meteorological Organization Bulletin, 2 de julho).

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