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Arqueologia

Múmia egípcia no Rio Grande do Sul

Bruno Todeschini Crânio de Iret-Neferet, encontrado em 2017 no Centro Cultural de Cerro LargoBruno Todeschini

Pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) identificaram a cabeça de uma múmia egípcia que viveu há 2,5 mil anos e estava no Centro Cultural 25 de Julho, em Cerro Largo, Rio Grande do Sul. A peça fazia parte do acervo da instituição havia 30 anos e foi identificada em exame de radiocarbono (C14), feito nos Estados Unidos. Batizada de Iret-Neferet, pertenceu a uma egípcia de 42 ou 43 anos, que viveu entre 768 a.C. e 476 a.C. O teólogo Edison Huttner, coordenador do Grupo de Estudo Identidade Afro-Egípcias da PUC-RS, encontrou a cabeça da múmia em 2017 e submeteu-a a uma tomografia, constatando a presença de um olho artificial, prática adotada pelos egípcios antes de embalsamar os mortos. Também observou a existência de um orifício acima do nariz, feito provavelmente para a remoção do cérebro. O pesquisador enviou um fragmento da arcada dentária a um laboratório dos Estados Unidos para confirmar a origem da múmia. Ela havia sido doada ao centro cultural entre os anos 1970 e 1980 por Marcelino Kuntz, morador da cidade que ganhara a peça de um amigo egípcio nos anos 1950. Com Iret-Neferet, passam a ser duas as múmias egípcias em acervos brasileiros. As do Museu Nacional, no Rio, foram destruídas no incêndio de 2018.

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