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Fapesp

Luiz Eugênio Mello é nomeado para a Diretoria Científica da FAPESP

Neurocientista é professor titular da Unifesp e implantou o Instituto Tecnológico Vale

Léo Ramos Chaves

O neurocientista Luiz Eugênio Araújo de Morais Mello foi nomeado pelo governador paulista, João Doria, para exercer o cargo de diretor científico da FAPESP a partir de abril de 2020. A nomeação foi feita a partir de lista tríplice de candidatos elaborada pelo Conselho Superior da FAPESP e publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo desta sexta-feira (6/12).

Na lista tríplice, encabeçada por Luiz Eugênio Mello, constavam também os nomes do médico Carlos Gilberto Carlotti e do físico Osvaldo Novais de Oliveira Junior. O novo diretor científico substituirá Carlos Henrique de Brito Cruz, que está no cargo desde 2005.

Luiz Eugênio Mello, 62 anos, é graduado em medicina pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com mestrado e doutorado pela mesma instituição. Realizou estágio de pós-doutorado em neurofisiologia na Universidade da Califórnia de Los Angeles, Estados Unidos. Livre-docente (1994) e professor titular de fisiologia (1998), foi coordenador adjunto da Diretoria Científica da FAPESP de 2003 a 2006.

É membro titular da Academia de Ciências do Estado de São Paulo e da Academia Brasileira de Ciências. Presidiu a Federação das Sociedades de Biologia Experimental de 2007 a 2011 e, desde 2016, é vice-presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei).

Mello foi pró-reitor de Graduação da Unifesp de 2005 a 2008, onde atuou na ampliação da universidade. Naquele período, foram criados outros quatro campi, 18 novos cursos e houve crescimento no número de vagas, de 1.200 para 3.800. De 2009 a 2018 foi diretor de Tecnologia e Inovação da mineradora Vale S.A., responsável pela implantação do Instituto Tecnológico Vale. Atualmente, é membro do Conselho Deliberativo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), diretor de Pesquisa e Desenvolvimento do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino e diretor da Agência de Inovação Tecnológica e Social da Unifesp.

Sua área de pesquisa é a neurociência, especialmente os estudos sobre epilepsia. Mello tem duas patentes, concedidas no Brasil e no exterior, de duas drogas para o tratamento da doença. “Mostrei em animais de laboratório e, preliminarmente em seres humanos, que se usar biperideno [uma das drogas pesquisadas], depois de uma pancada muito forte na cabeça, num período muito específico, é possível evitar a epilepsia”, contou Mello em entrevista a Pesquisa FAPESP em 2010. Autor de 155 artigos científicos, orientou 27 dissertações de mestrado e 29 teses de doutorado.

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