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Câncer

Câncer mata menos nos EUA

Notas_completoA taxa de mortalidade por câncer diminuiu 20,1% ao longo de 35 anos nos Estados Unidos, de acordo com um estudo coordenado por pesquisadores da Universidade de Washington em Seattle (Jama, 24 de janeiro). Os óbitos por 100 mil habitantes caíram de 240 em 1980 para 192 em 2014. Década após década, o índice geral de mortes por neoplasias tem diminuído quando se leva em conta o país como um todo. Foram analisados os registros das vítimas fatais – cerca de 19,5 milhões de pessoas durante o período do estudo – de 29 tipos de câncer. Os tumores mais letais foram os de traqueia, brônquio e pulmão (5,7 milhões de óbitos), colo e reto (2,5 milhões), mama (1,6 milhão), pâncreas (1,2 milhão) e próstata (1,1 milhão). Diagnóstico precoce, tratamentos mais eficientes e redução do tabagismo são alguns dos fatores apontados como relacionados à redução na taxa de mortalidade nacional por câncer. O trabalho também calculou a evolução do índice de óbitos em cada um dos 3.100 condados (unidades político-administrativas regionais) presentes nos 50 estados do território norte-americano. Sob esse ângulo, a situação é mais nuançada e desigualdades localizadas se destacam. Em 160 condados, cerca de 5% do total, a taxa de mortalidade por câncer subiu de 1980 a 2014. Em alguns casos extremos, o aumento chegou a quase 50%, como em partes do sul do país. “Essas disparidades entre os condados é inaceitável”, comenta o epidemiologista Ali Mokdad, da Universidade de Washington, coordenador do trabalho. “As pessoas deveriam ter acesso a um diagnóstico precoce e também ao tratamento adequado.” Para muitos tipos de tumor, há grupos de condados que apresentam um índice elevado de mortalidade. Os tumores de mama são mais letais no sul e ao longo do rio Mississippi; os de fígado fazem muitas vítimas na fronteira entre o Texas e o México; e os renais em Dakota do Norte e do Sul e em regiões da Virgínia Ocidental, Ohio, Indiana, Louisiana, Oklahoma, Texas, Alaska e Illinois. O câncer é a segunda causa de mortes nos Estados Unidos, pouco atrás dos problemas cardíacos.

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