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Estratégias

A Internet monitora a devastação

A Amazônia Legal amargou, em 2002, o maior índice de desmatamento dos últimos sete anos. Foram destruídos 25,5 mil km2 de vegetação, extensão menor apenas que a da tragédia de 1995, quando se perderam 29 mil km2 de área verde. Não serve de consolo, mas agora é possível acompanhar pela Internet a situação em cada ponto da floresta e saber onde a devastação avança com mais intensidade. O site www.obt.inpe.br/prodes , lançado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), é abastecido com fotos do satélite Landsat, capaz de monitorar 6 mil pontos da região a cada 20 dias.

“Basta digitar o nome de um município da região para saber a quantidade de área desmatada e os motivos da exploração”, afirmou Gilberto Câmara, responsável pelo projeto e chefe da Coordenação Geral de Observação da Terra, do Inpe. O site revela uma situação crítica em 60 municípios do Pará, de Mato Grosso e Rondônia. Um dos piores focos é a cidade de Novo Progresso, em Mato Grosso do Sul, que cresce à margem da rodovia Cuiabá-Santarém. Ali, a derrubada da floresta saltou de 225 km2 em 2001 para 767 km2 no ano passado. Os trechos remanescentes da floresta se beneficiam das mudanças climáticas.

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