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boas práticas

Fraude em tese premiada

Acusado de falsificar dados e imagens, Nitin Aggarwal, pesquisador da área de cardiologia que estudou e trabalhou na Universidade de Wisconsin-Madison, entrou em acordo com o Escritório de Integridade Científica dos Estados Unidos e aceitou ter seu trabalho supervisionado pelos próximos três anos, além de se abster de participar de comitês de avaliação de agências de fomento norte-americanas pelo mesmo período. Aggarwal, que hoje trabalha numa empresa farmacêutica, admitiu ter manipulado imagens de testes western blot, falsificado dados estatísticos para dar lastro às imagens manipuladas e mentido sobre o número de ratos usados numa experiência – foi apenas um, e não quatro, como informou nos trabalhos. A fraude atingiu dois artigos, projetos de pesquisa submetidos a duas agências e até a tese apresentada ao Medical College of Wisconsin em 2008 que serviu como requisito para obter o Ph.D. e lhe rendeu um prêmio de US$ 1.000. Os artigos com imagens falsas não foram alvo de retratação, assim como o Ph.D. permanece válido. Um porta-voz do Medical College of Wisconsin informou que um comitê de investigação encontrou dados suspeitos, mas eles não comprometem as conclusões. Por conta do episódio, a instituição discute novas normas para revogação de títulos acadêmicos.

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