Prêmio CBMM
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Brasil

Genes ativos em células-tronco

Um grupo de pesquisadores do Centro de Terapia Celular da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP), caracterizou o perfil de expressão dos genes humanos num tipo de células-tronco retiradas da medula de adultos, as chamadas células-tronco mesenquimais. Entre os grupos de genes mais ativos, destacaram-se os envolvidos nos processos de adesão e desenvolvimento celulares. O resultado do trabalho parece compatível com o papel tradicionalmente associado às células-tronco mesenquimais. Sabe-se que elas têm a capacidade de se diferenciar em alguns tipos de células maduras, com funções especializadas, que vão dar origem a uma série de distintos tecidos, como ossos, cartilagem, tendões, músculos e gordura.

A identificação do padrão de expressão de genes nessas células primordiais extraídas da medula de adultos – sem a necessidade, portanto, de se retirar células-tronco de embriões – pode aprimorar as formas de seu cultivo in vitro. O trabalho também deve ajudar a entender por que as células-tronco mesenquimais conseguem se transformar em algumas formas de células maduras, mas não em todas. Uma das possíveis aplicações terapêuticas das células-tronco mesenquimais é na regeneração do músculo cardíaco, que forma o coração. Coordenado por Marco Antonio Zago, da USP de Ribeirão Preto, o estudo dos pesquisadores paulistas foi publicado na edição da novembro da revista Stem Cells , com direito a chamada de capa.

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