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príons

Proteínas desordeiras

Além de causarem enfermidades letais, como a doença da vaca louca, os príons também podem ajudar na pesquisa médica. Essas proteínas defeituosas normalmente se acumulam em células do cérebro e de outros tecidos, causando danos extensos. Para entender como o processo funciona, um grupo coordenado por Bruce Chesebro, do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, nos Estados Unidos, produziu camundongos transgênicos que fabricam príons sem as âncoras que os prendem às células. O resultado foi uma doença também letal, mas com características diferentes, segundo artigo publicado em março na PLoS Pathogens. Em vez de esburacar o cérebro dando a ele a aparência de uma esponja, a nova enfermidade gerou danos cerebrais distintos, causados por depósitos amiloides semelhantes aos que se formam na doença de Alzheimer. Os novos príons também provocaram danos vasculares e alterações no espaço entre as células da matéria cinzenta do cérebro. Saber como essas proteínas atuam pode ajudar na compreensão de como se instalam e evoluem as doenças causadas por príons e o mal de Alzheimer, além de dar pistas para o desenvolvimento de novos medicamentos.

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