O alcance da Covid-19

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Notícias rápidas

27.05.20

Cloroquina e hidroxicloroquina aumentam risco de arritmia e morte

A Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu interromper os testes clínicos em andamento com cloroquina e hidroxicloroquina. A decisão ocorreu depois da publicação de um estudo internacional publicado na revista The Lancet feito com 96.032 pessoas com Covid-19 atendidas em 671 hospitais. Os pacientes receberam um dos quatro regimes de tratamento: cloroquina; cloroquina e antibióticos, hidroxicloroquina ou hidroxicloroquina e antibióticos, sempre somado ao tratamento convencional. A administração de cloroquina ou hidroxicloroquina aumentou de 75% a 152% o risco de morte durante a internação e elevou de 13 e 26 vezes o de sofrer arritmia.

21.05.20

Corrida indesejável

Com 19.951 novos casos oficiais reportados em 20/5, o Brasil registrou sua mais alta incidência diária, ressalta o boletim emitido em 21/5 pela Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, uma das principais referências no monitoramento da Covid-19. Isso torna o Brasil o terceiro país com maior incidência total no mundo, com potencial de ultrapassar a Rússia e tornar-se segundo no início da próxima semana. O número de casos relativo ao tamanho da população está 20% mais alto do que observado atualmente nos Estados Unidos, mas a situação está ainda pior no Chile e no Peru, cuja incidência per capita vem crescendo rapidamente.

20.05.20

Não há passaporte imunológico

É arriscado usar testes sorológicos, disponíveis em alguns laboratórios privados, para atestar a própria imunidade contra o vírus Sars-CoV-2. Além do risco de falsos negativos e falsos positivos, ainda não se sabe o que os anticorpos detectados de fato significam em termos de imunidade, nem como isso pode variar entre populações. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda restringir esses testes às atividades de pesquisa. Um grupo internacional de pesquisadores argumenta, em comentário na Science Immunology, que a ferramenta pode fornecer informações valiosas para decisões de saúde pública, como medidas de distanciamento social e fechamento de escolas. No nível populacional, os testes podem ajudar a detectar tendências epidemiológicas.

20.05.20

Sobre cloroquina e hidroxicloroquina

O emprego de cloroquina e hidroxicloroquina contra a Covid-19 não tem base em conhecimento científico e apresenta riscos diretos – os efeitos adversos incluem lesões na retina, hipoglicemia grave e alterações na função cardíaca – e indiretos, ao sugerir que se trata de uma doença de fácil tratamento. O alerta está em parecer científico publicado em 18/5 pela Sociedade Brasileira de Imunologia. A partir da análise dos estudos publicados até agora com avaliações do potencial tratamento, não há indícios de que os fármacos tragam benefícios contra a atual pandemia, enquanto os riscos documentados podem levar à morte. A recomendação é que se aguarde os resultados de grandes estudos em andamento sobre esses (e outros) medicamentos, adotando distanciamento social como medida preventiva.

14.05.20

Sem sazonalidade

A situação crítica da pandemia de Covid-19 na região Norte do país já indica que o vírus Sars-CoV-2 não é inibido pelo calor, mas pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, chegaram a essa conclusão de maneira mais sistemática: compararam o número acumulado de casos entre os dias 20 e 27 de março em 144 áreas geopolíticas no mundo todo, correlacionando a alteração semanal a uma série de fatores. Concluíram que a latitude e a temperatura não afetam a disseminação da doença, enquanto a umidade pode ter um efeito negativo muito sutil. Intervenções de saúde pública – fechamento de escolas, restrição a aglomerações e distanciamento social –, no entanto, parecem ter impacto no combate à epidemia.

14.05.20

Ataque aos indígenas

Dados da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) registraram, até 12/5, 78 mortes entre indígenas de 34 etnias como consequência da Covid-19. Ao todo, 371 indígenas teriam sido infectados. Os números diferem dos oficiais, computados pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) até 13/5: 19 óbitos e 277 casos confirmados. A discrepância se dá devido aos critérios para inclusão, que no caso da Sesai levam em conta apenas as populações residentes em aldeias, e não habitantes urbanos. Seja como for, os números evidenciam que a epidemia avança sobre essas populações mais vulneráveis a doenças infectocontagiosas, que temem um genocídio no encontro com o Sars-CoV-2.

09.05.20

Anticorpo monoclonal consegue neutralizar Sars-CoV-2

Pesquisadores da Universidade de Utrecht, nos Países Baixos, desenvolveram um anticorpo monoclonal humano capaz de neutralizar o Sars-Cov-2, agente causador da Covid-19. O achado se deu a partir de experimentos feitos em células cultivadas em laboratório infectadas com o novo coronavírus (Nature Communications, 4 de maio). O novo anticorpo monoclonal ‒ chamado 47D11 ‒ tem como alvo o domínio de ligação ao receptor (RBD) das proteínas S, usadas pelo novo coronavírus para invadir as células humanas. O anticorpo se liga ao RBD, impedindo que o vírus infecte as células. Os achados são preliminares, mas ampliam as perspectivas de pesquisa envolvendo o uso de anticorpos monoclonais como forma de tratamento contra a Covid-19.

08.05.20

Macaco é melhor modelo animal

Os macacos parecem ser o melhor modelo animal para testar vacinas e drogas contra a pandemia. Estudo coordenado por pesquisadores do Centro Médico da Universidade Erasmus, da Holanda, indica que o Sars-CoV-2 consegue infectar esses primatas, especialmente os mais velhos. Oito macacos cinomolgos (Macaca fascicularis) jovens e idosos foram expostos ao patógeno. Nenhum deles desenvolveu qualquer sintoma da Covid-19. Mas os quatro macacos de maior idade apresentaram taxas mais elevadas do vírus na garganta e no nariz do que os mais novos. Dois deles, quando autopsiados, tinham lesões nos pulmões. Em um paper que não passou pelo processo de revisão por pares, cientistas da empresa chinesa Sinovac Biotech divulgaram que macacos rhesus (Macaca mulatta), do mesmo gênero dos cinomolgos, desenvolveram imunidade contra a infecção causada pelo Sars-CoV-2 depois de terem recebido uma vacina experimental.

06.05.20

O tecido ideal para máscaras caseiras

Uma mistura de algodão com seda natural ou chiffon gera a melhor combinação para fazer máscaras caseiras capazes de barrar o vírus Sars-CoV-2, que se espalha por meio de ínfimas partículas em suspensão (aerossóis) produzidas pelo espirro, tosse ou fala de uma pessoa infectada. Testes feitos no Laboratório Nacional Argonne, nos Estados Unidos, indicam que máscaras compostas de algodão e mais duas camadas de seda ou chiffon conseguem impedir a passagem de 80% a 99% dos aerossóis com que entram em contato. A eficiência da proteção oferecida por diferentes tipos de tecido foi aferida contra partículas cujo diâmetro variou de 10 a 6 mil nanômetros. Máscaras que usaram camadas de flanela no lugar da seda ou do chiffon também se mostraram igualmente efetivas. Segundo os autores do estudo, o emprego dessa mistura de tecidos pode tornar as máscaras caseiras quase tão eficazes quanto as do tipo N95, que filtram 95% das partículas em suspensão.

05.05.20

Sociedade Brasileira de Cardiologia alerta para a falta de evidências de que a nicotina combata o Sars-CoV-2

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) alerta que faltam evidências de que o consumo de tabaco ou nicotina evitem ou combatam a infecção pelo vírus Sars-CoV-2, causador da Covid-19. Segundo a entidade, estudos mostram o contrário: fumar cigarros comuns ou eletrônicos aumenta a gravidade de infecções pulmonares e o risco de complicações graves decorrentes da doença. O comunicado responde a um manuscrito disponibilizado em 21 de abril no repositório de artigos científicos Qeios, ainda não publicado por revista científica nem revisado por especialistas, que propõe a realização de testes em pessoas para avaliar o potencial dos adesivos de nicotina de impedir e tratar a infecção pelo coronavírus. Eles se baseiam na hipótese de que a nicotina ajude a impedir a entrada do vírus nas células. A nicotina é o composto causador da dependência do tabaco.

05.05.20

O risco de Covid-19 em crianças

Uma equipe do Centro de Controle e Prevenção de Doenças de Shenzhen, na China, concluiu que as crianças com menos de 10 anos são tão propensas a serem infectadas pelo novo coronavírus quanto os adultos, com uma taxa de infecção de 7,4%, acima daquela da população (média de idade de 45 anos), de 6,6%, embora apresentem menos sintomas graves. O estudo foi publicado em 27 de abril na Lancet Infectious Diseases, com a análise de 321 casos de pessoas com Covid-19 e seus 1.285 contatos próximos, acompanhados de 14 de janeiro a 12 de fevereiro de 2020.

05.05.20

Pesquisadores testam técnica de edição gênica contra o Sars-CoV-2

Pesquisadores da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, testaram o uso da técnica de edição gênica CRISPR para impedir a reprodução dos vírus Sars-CoV-2, causador da Covid-19, e do H1N1, da gripe, em células do epitélio respiratório (Cell, 29 de abril). Eles usaram a enzima Cas13, à qual acoplaram uma molécula de RNA desenhada em laboratório para guiá-la até o material genético dos vírus. Nos testes, a estratégia foi eficaz: o RNA conseguiu identificar os trechos-alvos do material genético dos dois vírus, e a Cas13 os cortou, inativando-os. O principal desafio é desenvolver um sistema de transporte que consiga levar a CRISPR-Cas13 até as células nas quais os vírus se instalam.

29.04.20

Infecção nos pets

O vírus Sars-CoV-2 foi detectado em dois gatos de Nova York, estado norte-americano onde se concentra o maior número de mortes no país em consequência da Covid-19, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC). Ambos tinham sinais leves de doença respiratória. O dono de um deles também teve resultado positivo para o vírus, enquanto para o outro não foi identificada infecção na família. Não há indícios de que animais transmitam o vírus. Enquanto não se sabe mais, os CDC recomendam cautela com bichos de estimação: gatos e cães não devem ter contato com pessoas e outros animais que não vivam com eles.

29.04.20

Mortalidade extraoficial

A mortalidade causada pela Covid-19 na Europa pode ser 60% maior do que os números oficiais descrevem, de acordo o jornal britânico Financial Times. Uma comparação entre o número de óbitos em março e abril deste ano e o mesmo período entre 2015 e 2019, em 14 países, revelou 122 mil mortes a mais, um aumento de cerca de 50%. Em regiões de economia emergente o descompasso da informação é ainda mais intenso: a província de Guayas, no Equador, computou 245 óbitos por Covid-19 entre 1º de março e 15 de abril, mas morreram 10.200 pessoas a mais do que em anos típicos – um aumento de 350%.

16.04.20

Rio Grande do Sul pode ter 7,5 vezes mais casos do que o confirmado

Um levantamento coordenado pelo epidemiologista Pedro Hallal, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), está medindo a taxa de infecção na população gaúcha. Apresentados no dia 15, os resultados indicam que 0,05% dos indivíduos – ou 1 em cada 2 mil – apresentou resultado positivo, um sinal de que havia sido infectado pelo Sars-CoV-2. Extrapolada para os 11,3 milhões de gaúchos, essa proporção sugere que haveria hoje 5.650 pessoas infectadas (com ou sem sintomas) no Rio Grande do Sul, e não as 747 oficialmente registradas – as estatísticas oficiais se baseiam em exames realizados apenas nos indivíduos que adoecem. Leia mais

16.04.20

Companhia aérea aplica testes de Covid-19 antes do voo

A empresa aérea Emirates, de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, aplicou ontem (15/4) testes rápidos contra o novo coronavírus nos passageiros de um voo para a Tunísia, na África, segundo comunicado distribuído à imprensa. Os resultados saíram em 10 minutos. O procedimento, feito durante o check-in no Aeroporto Internacional de Dubai, coube a agentes da Autoridade de Saúde de Dubai. De acordo com a empresa, que planeja expandir a testagem para outros voos, esta foi a primeira vez que uma companhia aérea do mundo conduziu testes rápidos de Covid-19 no aeroporto antes do embarque. A Emirates também orienta os viajantes a usarem máscaras durante o voo e adota medidas para reduzir o contato com outros passageiros e a tripulação durante o voo.

09.04.20

Vírus sensível ao calor

O vírus Sars-CoV-2, responsável pela pandemia de Covid-19, mostrou-se estável a 4 oC, mas sensível ao calor: desapareceu após 7 dias a 22 oC, depois de 1 dia a 37 oC e após 10 minutos a 56 oC, em experimentos feitos na Universidade de Hong Kong, na China, e detalhados na Lancet Microbe de 2 de abril. De acordo com esse estudo, o vírus pode sobreviver até meia hora em papel, até 1 dia em madeira e tecidos, até 2 em superfícies de vidro e cédulas de dinheiro, até 4 em aço inoxidável, plástico e na camada interna de máscaras faciais e até 7 na camada externa de máscaras. Nenhum sinal dele, porém, foi detectado depois de 5 minutos em uma solução com água sanitária doméstica ou com sabonete a temperatura ambiente (22 oC).

01.04.20

Testes rápidos tentarão mapear prevalência do vírus Sars-CoV-2 no Rio Grande do Sul

Os exames serão conduzidos em oito regiões do estado: Pelotas, Santa Maria, Uruguaiana, Ijuí, Passo Fundo, Caxias do Sul, Santa Cruz do Sul/Lajeado e na Grande Porto Alegre. Em cada região, serão aplicados 2 mil testes. A exceção será a região metropolitana da capital gaúcha, onde serão realizados quatro mil exames.

24.03.20

Hipertensos têm risco maior de infecção

Quem toma inibidores da enzima conversora de angiotensina 2 (ACE 2) e bloqueadores de receptores de angiotensina 2 pode estar mais sujeito a infecções pulmonares graves decorrentes da Covid-19 do que quem não toma essas medicações. A razão é que as membranas celulares dessas pessoas têm mais receptores de ACE 2, aos quais se liga o vírus Sars-CoV-2, de acordo com um estudo publicado na Journal of Travel Medicine. Entre as pessoas com Covid-19 tratadas na China, as que apresentaram os quadros clínicos mais graves foram as que tinham hipertensão e doenças cardiovasculares e renais, contra as quais essas medicações são indicadas.

24.03.20

Alemanha testará vacina

Pesquisadores alemães pretendem avaliar os efeitos de uma candidata a vacina contra a Covid-19 chamada VPM1002 em pessoas idosas e equipes de saúde, informou o Instituto Max Planck de Biologia da Infecção, responsável por seu desenvolvimento. Testada contra tuberculose, a VPM1002 é produzida com bactérias enfraquecidas causadoras dessa doença, como a tradicional vacina BCG. Camundongos com o vírus influenza que receberam a VPM apresentaram menos lesões nos pulmões do que os que receberam BCG. Aparentemente, a vacina estimula as defesas do organismo contra a infecção viral.

23.03.20

Teste clínico mundial

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou um grande estudo clínico global, chamado Solidarity, para avaliar possíveis medicamentos contra a Covid-19 em pacientes em estado grave. São eles, inicialmente, os antivirais remdesivir e lopinavir/ritonavir e o antimalárico cloroquina. Já confirmaram participação: Argentina, Bahrein, Canadá, França, Irã, Noruega, África do Sul, Espanha, Suíça e Tailândia. O Ministério da Saúde brasileiro informou que “está em articulação com a OMS definindo os detalhes  da participação do país no estudo”.

23.03.20

Uma avaliação das ações da China

Restrições de viagens e da circulação de pessoas foram eficazes para impedir a propagação do coronavírus na província de Hubei, na China, onde a pandemia começou, de acordo com um editorial recente da revista científica Nature Communications. Assinado por pesquisadores alemães, o editorial alerta que a estabilidade no número de casos não significa o fim da epidemia. Uma taxa de transmissão de 2% poderia causar uma segunda onda de casos, porque o nível de imunidade na população ainda é baixo.

Fonte Centro Europeu de Prevenção e Controle das Doenças (ECDC)