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Cavalo de Roraima

Embrapa

Lavradeiro: rusticidade e genes selecionadosEmbrapa

Há mais de 200 anos, cavalos de origem europeia foram levados para a região do Lavrado, no estado de Roraima, no extremo norte do país, área caracterizada por um tipo de cerrado. Muitos desses cavalos se perderam e se tornaram selvagens, ao se alimentar e reproduzir por conta própria, o que resultou em uma linhagem altamente rústica e adaptada ao ambiente. Chamado de cavalo lavradeiro, esse animal é hoje objeto de amplos estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O lavradeiro faz parte do programa de conservação de animais da unidade Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, sediada em Brasília, e da Embrapa Roraima. Existem cerca de 200 animais, muitos em estado selvagem. Por meio de coleta no campo e colaboração de criadores particulares, a empresa contabiliza mais de 50 animais em núcleos de conservação, sendo o maior com 43 animais no município de Amajari, a 170 quilômetros da capital, Boa Vista. Os pesquisadores estão fazendo a caracterização e a preservação da variabilidade genética desses animais, resultado de muitos anos de seleção natural. O conhecimento desses genes poderá colaborar em futuros programas de melhoramento genético de outras raças de cavalos. Um dos fatores que intrigam os pesquisadores é o desempenho físico do lavradeiro, capaz de percorrer grandes distâncias em velocidades de até 60 quilômetros por hora e se alimentando apenas de um capim de baixa qualidade nutricional chamado de fura-bucho.