TECNOCIÊNCIA

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Célula na palma da mão

ED. 247 | SETEMBRO 2016

 

Revista Pesquisa FAPESP
Podcast: Marco Guimarães
As aulas sobre as estruturas celulares podem se tornar menos abstratas, se depender do veterinário especializado em imunologia Marco Guimarães e do biofísico Kildare Miranda, respectivamente, das universidades federais do Espírito Santo (Ufes) e do Rio de Janeiro (UFRJ). Eles produziram modelos digitais tridimensionais de células sanguíneas e as transformaram em peças reais usando impressoras 3D.“Usamos ferramentas da pesquisa científica para disponibilizar o material fora do meio acadêmico”, explica Guimarães. As impressoras 3D estão se tornando comuns, e imprimir é a parte simples da história. O complicado é digitalizar as células e saber quanto suas estruturas devem ser ampliadas. Eles reproduziram células com um aumento de até 34 mil vezes (PLoS One, 15 de agosto). Usaram três técnicas: fatiar as células para obter imagens de seu interior, tomografia para desmembrá-las em camadas virtuais e vetorização de imagens 2D. “Os protótipos impressos foram gerados a partir de modelos virtuais de células de verdade, e não de modelos artísticos. Isso os torna mais realistas”, afirma o veterinário. A dupla pretende montar um site para receber arquivos digitalizados de colaboradores. As imagens ficarão disponíveis para serem baixadas e impressas livremente.


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