BOAS PRÁTICAS

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Yuans em troca de artigos

ED. 253 | MARÇO 2017

 

O sociólogo Jeroen Huisman, professor da Universidade de Ghent, da Bélgica, recebeu um e-mail de um representante da Universidade Zhengzhou, da China, perguntando se ele teria interesse em passar uma temporada na instituição como professor visitante. Huisman ficou curioso e pediu mais detalhes. Para sua surpresa, recebeu a minuta de um contrato que previa o pagamento de 300 mil yuans, o equivalente a R$ 135 mil, caso ele produzisse três papers em revistas indexadas e declarasse a universidade chinesa como sua instituição de origem. O contrato previa apenas duas visitas a Zhengzhou, capital da província de Henan. Ele rejeitou a oferta. “Não parecia ilegal, mas era evidentemente antiético. Tratava-se apenas de uma transação financeira”, disse. A revista Times Higher Education procurou a universidade chinesa, que não quis se pronunciar. Rui Yang, professor da Faculdade de Educação da Universidade de Hong Kong, disse à revista que esse tipo de contrato é comum em universidades chinesas – ele próprio já rejeitou ofertas. “Algumas universidades precisam de bons artigos em inglês para não ficarem mal nos processos de avaliação realizados no país.”


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