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Uma nova fonte de ondas gravitacionais?

ED. 259 | SETEMBRO 2017

 

Mensagens postadas no Twitter por dois astrônomos de universidades norte-americanas em 18 de agosto difundiram o rumor de que o Observatório Interferométrico de Ondas Gravitacionais (Ligo) teria feito uma nova grande descoberta. Desde setembro de 2015, o Ligo mediu em três ocasiões a produção de ondas gravitacionais – oscilações do espaço-tempo que viajam à velocidade da luz e esticam e comprimem os objetos que encontram pelo caminho – resultantes da fusão de dois buracos negros. Agora o observatório, que possui dois detectores em solo norte-americano, teria registrado um novo tipo de ondas gravitacionais, proveniente da fusão de duas estrelas de nêutrons, que são corpos celestes extremamente densos originados a partir da implosão do núcleo de estrelas gigantes. O evento, inédito, teria sido flagrado em um ponto da galáxia NGC 4993, que fica na constelação austral de Hidra, a 130 milhões de anos-luz da Terra. O boato se espalhou e foi parar nos sites de revistas de divulgação científica, como a britânica New Scientist, e da Nature. Os meios de comunicação confirmaram que houve pedidos do Ligo e do Virgo, o observatório europeu de ondas gravitacionais situado na Itália, para que telescópios no espaço e em terra firme apontassem seus instrumentos para essa galáxia a fim de tentar produzir alguma imagem do fenômeno. No dia 25 de agosto, a colaboração americano-europeia emitiu um comunicado dizendo que “alguns [eventos] promissores de ondas gravitacionais foram identificados nos dados do Ligo e do Virgo durante nossas análises preliminares e dividimos o que atualmente sabemos com parceiros da área de astronomia gravitacional”.


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