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Boas práticas

Relações impróprias

A Universities Australia, associação que reúne dirigentes de instituições de ensino superior do país, lançou um documento intitulado “Princípios para relações respeitosas de supervisão”, voltado para orientadores e alunos de mestrado e doutorado. A primeira regra da lista resume o espírito do documento e estabelece que “relacionamentos românticos ou sexuais entre supervisores e seus estudantes nunca são apropriados”. Segundo o texto, há um evidente desequilíbrio de poder em relações desse tipo, com a balança pendendo para o orientador, e isso compromete a atmosfera necessária para que estudantes atinjam seus objetivos acadêmicos. “Supervisores têm poder sobre seus alunos. Um relacionamento sexual ou romântico desenvolvido nesse contexto levanta questões graves relacionadas a consentimento e integridade acadêmica”, disse Catriona Jackson, presidente da associação, no lançamento do documento – que também sugere a substituição da orientação individual por painéis de supervisão formados por vários professores e pede que as instituições sejam atenciosas quando receberem queixas de estudantes. Em 2017, um levantamento feito com 30 mil estudantes de universidades australianas mostrou que alunos de pós-graduação estão duas vezes mais sujeitos do que os de graduação a enfrentar assédio sexual por orientadores e professores.