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Câncer

Biossensores detectam o câncer

Detectar células tumorais presentes no sangue por meio de um biossensor que não tem contato com a amostra foi a novidade premiada com medalha de ouro na categoria Tecnologias Exatas, da Terra e Engenharia da Olímpiada USP 2011, promovida pela agência de inovação da Universidade de São Paulo (USP). O dispositivo, com alguns poucos centímetros, utiliza métodos bioquímicos 
e eletroquímicos para reconhecer as moléculas na superfície das células cancerosas com o uso de corrente elétrica e ácido fólico, uma vitamina do complexo B. Ele é composto por um microcanal de polímero e uma camada de silício, onde são assentados os biossensores de ácido fólico, nos quais as células cancerígenas se ligam se estiverem presentes na solução (plasma do sangue) 
que passa dentro do microcanal. Em uma terceira camada, feita de vidro, estão instalados os eletrodos. Havendo a detecção do tumor, uma informação eletroquímica é enviada a eles mudando a informação elétrica e provocando uma diferença no sinal da corrente detectada pelo biossensor. “A diferença com outros projetos de biossensores é que os eletrodos não estão em contato direto com a solução”, explica  Emanuel Carrilho, do Instituto de Química de São Carlos da USP, coordenador do projeto.

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