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Economia

Hipótese da estagnação

O trabalho “O debate do desenvolvimento na tradição heterodoxa brasileira”, de Carlos Pinkusfeld Bastos, da Faculdade de Economia da Universidade Federal Fluminense, e Júlia Galarza d’Avila, do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, tem como objetivo resgatar o debate sobre desenvolvimento econômico dentro da tradição heterodoxa brasileira. São examinadas as teorias originais da acumulação cepalina e a forma como essas teorias foram depois utilizadas pelo economista Celso Furtado para avançar em suas hipóteses de estagnação e mais especificamente em sua teoria do subdesenvolvimento. Os autores apresentam algumas críticas sobre a hipótese da estagnação, tendo como base o trabalho de Maria da Conceição Tavares e José Serra, mostrando como a tradição heterodoxa brasileira passou a incorporar o princípio da demanda efetiva em seus modelos de crescimento. Segundo os pesquisadores Bastos e Júlia, essa mudança teórica é o fundamento da chamada Escola da Unicamp. Eles utilizam a discussão de ambas as abordagens para avançar na análise da interação entre distribuição de renda e desenvolvimento segundo diferentes abordagens de acumulação: a leitura clássica e a abordagem da demanda efetiva.

Revista de Economia Contemporânea – vol. 13 – nº 2 – Rio de Janeiro – maio/ago. 2009

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