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Oncologia

Queda nas taxas de câncer

A mortalidade por câncer iniciou declínio nos países desenvolvidos nos anos 1990, mas seu comportamento nos países em desenvolvimento é menos conhecido. Estudo anterior abordando a mortalidade por câncer no Brasil mostrou queda na mortalidade pelo conjunto dos cânceres, mas a qualidade dos dados suscitou críticas quanto à validade dos resultados. As informações de mortalidade das capitais dos estados do Brasil são de melhor qualidade que aquelas para o país como um todo, possibilitando análise mais acurada das tendências. No artigo “Tendências da mortalidade por câncer nas capitais dos estados do Brasil, 1980-2004” os dados de mortalidade e população foram obtidos das bases de dados do Ministério da Saúde e do IBGE. Calcularam-se taxas ajustadas por idade e taxas específicas por idade, para ambos os sexos, e empregou-se regressão linear para avaliar a significância das mudanças de tendência. Os resultados indicaram que as taxas de mortalidade pelo conjunto dos cânceres declinaram (-4,6% para os homens e -10,5% para as mulheres). As taxas de câncer de estômago diminuíram para os dois sexos, assim como o câncer de pulmão entre os homens, enquanto as taxas do câncer de próstata aumentaram. No sexo feminino, o câncer de mama mostrou-se estável e o do colo do útero aumentou suas taxas ao final do período. Conforme já registrado em países desenvolvidos, a mortalidade pelo conjunto dos cânceres nas capitais de estados brasileiros mostrou tendência de queda entre 1980 e 2004, o que se deveu fundamentalmente ao declínio da mortalidade por câncer de estômago. O estudo foi feito por Luiz Augusto Marcondes Fonseca e José Eluf-Neto, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), e Victor Wunsch Filho, da Faculdade de Saúde Pública da USP.

Revista da Associação Médica Brasileira – vol. 56 – nº 3 – São Paulo  2010

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