A Antártida, de acordo com um mapeamento coordenado pelo British Antarctic Survey (BAS), tem um volume total de gelo de 27,17 milhões de quilômetros cúbicos (km3), que se estende por 13,63 milhões de quilômetros quadrados (km2), com uma espessura média de 1.948 m. Reposicionado, o ponto mais espesso está na Terra de Wilkes, com 4.757 m, o equivalente a 16 vezes a altura do Yachthouse Residence Club 1, o edifício mais alto do Brasil, com 294 m, em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Se todo esse gelo derretesse, o nível do mar global poderia subir 58 m. Conhecido como Bedmap3, o mapa incorpora mais de seis décadas de dados adquiridos por satélites, aviões, navios e até trenós puxados por cães. As informações podem ajudar a aprimorar os modelos climáticos e indicar como o gelo fluirá conforme as temperaturas sobem. “Ficou claro que a camada de gelo da Antártida é mais espessa do que imaginávamos e tem um volume maior de gelo que está aterrado [onde o gelo na borda do continente encontra o oceano e começa a flutuar] em um leito de rocha situado abaixo do nível do mar. Isso coloca o gelo em maior risco de derretimento devido à incursão de água quente do oceano que está ocorrendo nas franjas do continente”, comentou Peter Fretwell, da BAS, em um comunicado do centro de pesquisa britânico. “A Antártida é um pouco mais vulnerável do que pensávamos” (Scientific Data, 12 de março).