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Vigilância contra fraude

Vigilância contra fraude

laurabeatrizUm estudo publicado na revista Nature revelou que episódios de má conduta científica são mais comuns do que se imagina, mas, em geral, a intervenção informal de colegas consegue corrigir o problema antes que se torne um escândalo. Geraldo Koocher, pesquisador do Simmons College, de Boston, enviou um questionário confidencial para 6,5 mil pesquisadores financiados pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, indagando sobre comportamentos repreen­síveis no ambiente de trabalho. Dos 2.599 que responderam, 2.193 já haviam vivenciado situações desse tipo. Pelo menos dois terços dos que testemunharam deslizes de colegas, como desleixo na coleta de dados e seleção de resultados, tomaram alguma atitude para corrigi-los. A maioria optou por conversas informais, em vez de queixas oficiais. “A alta incidência de problemas não me surpreendeu. Surpresa foi a quantidade de pesquisadores que tomou alguma atitude”, afirmou Koocher. A diplomacia ajuda a desarmar espíritos fraudulentos. “Ele estava selecionando dados para obter um determinado viés, mas eu decidi me fazer de bobo”, disse um dos que responderam o questionário. “Disse que estava confuso a respeito de seus métodos e ainda o bajulei: você está fazendo um trabalho tão importante que eu odiaria ver alguém criticá-lo. E ele teve de admitir que eu estava certo.”

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