TECNOCIÊNCIA

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Watson aprende português

ED. 225 | NOVEMBRO 2014

 

ilustra Tecnociencia_255-1 aAprender espanhol, português e japonês é a nova etapa da plataforma Watson, o sistema de computação cognitiva que a IBM lançou em 2011. Ele tem habilidade para interagir na linguagem do usuário, com voz, processar grandes quantidades de dados, aprender e adquirir conhecimento conforme é usado. “Para isso, é preciso uma adaptação a uma língua com vocabulários e regras semânticas”, diz Fábio Gandour, cientista-chefe do Laboratório de Pesquisas da IBM Brasil. O Watson vai ser alimentado com mais de 300 mil palavras, além de ser dotado de um processamento que inclui o significado de cada palavra. “O sistema não é um produto pronto que a pessoa compra e instala no computador ou servidor, ele precisa ser alimentado com informações para que possa dar respostas adequadas a cada usuário. É um jovem que está em evolução”, diz Gandour. A novidade abre caminho para que estudantes, startups e pequenas empresas criem aplicativos para o sistema de forma semelhante aos existentes nos sistemas Apple e Android.“O Watson funciona com informações não estruturadas. Nas páginas de internet dos bancos, por exemplo, a lógica é estruturante com informações constantes e previsibilidade. Um exemplo de não estruturada são as receitas de torta de maçã no Google, onde aparecem mais de 150 mil respostas. Não tem lógica contínua”, diz Gandour. Ele também exemplifica que o Watson poderá servir como um gerente de banco eletrônico ao indicar os melhores investimentos de acordo com o perfil do cliente. Em hospitais, onde já é utilizado nos Estados Unidos, colabora no diagnóstico e tratamento de cânceres. Algumas informações poderão ser compartilhadas entre os usuários do sistema, mas outras, se for do interesse de uma empresa que comprou os serviços do Watson, não serão disseminadas.


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