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Um mundo desigualmente conectado por rios e estradas

ED. 264 | FEVEREIRO 2018

 

Cada vez mais conectado pelas tecnologias de comunicação, o mundo permanece desigualmente unido do ponto de vista da capacidade de deslocamento por meios físicos. A existência de vias de transporte de superfície (estradas, ferrovias e hidrovias) varia muito entre as regiões mais e menos desenvolvidas. Usando informações de 2015 do Google e do projeto colaborativo Open Street Maps, pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, de outros países da Europa e dos Estados Unidos produziram um mapa global que permite estimar o tempo de viagem de um ponto qualquer em terra firme à cidade mais próxima com cerca de 50 mil habitantes. Nos países ricos, quase 91% da população mora a até uma hora de viagem da cidade mais próxima, enquanto nos países de baixa renda, grande parte situada na África Subsaariana, apenas 51% estão a uma hora do centro urbano vizinho. Em regiões mais isoladas da Amazônia, da Austrália, do norte da Ásia e da América do Norte, às vezes, são necessários dias de viagem para chegar à cidade vizinha (Nature, 10 de janeiro). O acesso às cidades é importante porque é nelas que se concentram recursos econômicos, educacionais e de saúde. Segundo os pesquisadores, esse mapa, mais detalhado do que o produzido em 2000, pode orientar o esforço de melhorar o acesso às áreas remotas, uma forma de ajudar a alcançar até 2030 algumas das Metas de Desenvolvimento Sustentável acordadas em 2015 por 193 países integrantes das Nações Unidas, que buscam, entre outros objetivos, a erradicação da pobreza e da fome e a melhoria do nível educacional das populações.


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