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Instituição

Novos alvos: educação e empresas

Os dados sobre o desempenho da FAPESP, em 1996, no campo dos programas especiais, mostram que ela conseguiu atingir dois grupos que têm forte relação com o desenvolvimento científico e tecnológico: empresários, especialmente da indústria, e professores de primeiro e segundo graus. Em relação ao setor empresarial, os primeiros resultados do programa de Inovação Tecnológica, baseada na parceria empresa-instituição de pesquisa, e o lançamento, já no final do ano, do programa de Inovação Tecnológica em Pequenas Empresas comprovam a preocupação com uma articulação com o setor produtivo.

Quanto à educação, a melhor demonstração do sério envolvimento da FAPESP, com a área foi o início de dois programas para a melhoria do ensino de primeiro e segundo graus no Estado de São Paulo. Deve-se alinhar, entre os primeiros resultados concretos do programa pioneiro de Inovação Tecnológica – iniciado em 1995 e formalmente denominado Programa de Apoio à Capacitação Tecnológica das Universidades, Institutos de Pesquisa e Desnvolvimento e Empresas -, a obtenção pela UNICAMP; em parceria com a Serrana de Mineração, de um novo pigmento para tinta, baseado em fosfato ou polifosfato de alumínio.

Esse pignmento poderá garantir uma economia de divisas para o país de US$ 80 milhões por ano. Outro projeto mercadológico promissor diz respeito à técnica de microrrecravação de latas de óleo comestivel. desenvolvida em parceria pelo Instiuto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e Grupo Kramer, que pode reduzir o custo final da embalagem em cerca de 15%.

Até o final de 1996 estavam em andamento 15 projetos de inovação tecnológica, para os quais a FAPESP concedeu quase R$ 1,5 milhões enquanto as empresas participantes entraram com R$ 2,5 milhões. Pelas normas desse programa, a Fundação financia, a fundo perdido, a parte do projeto a cargo da instituição de pesquisa o que pode chegar a até 70% de seu valor total.

Ensino
As ações da FAPESP para a educação de primeiro e segundo graus também foram significativas: começaram a ser desenvolvidos, no ano passado, 27 projetos da pesquisa no âmbito do Programa de Pesquisas Aplicadas sobre a Melhoria do Ensino Público no Estado de São Paulo. As aplicações nesses primeiros projetos financiados pela Fundação e desenvolvidos conjuntamente por pesquisadores de instituições de ensino e pesquisa de São Paulo e professores da rede pública totalizaram quase R$ 2,5 milhões.

Mas, além disso, a Fundação deu início ao Pró-Ciências Programa de Apoio ao Aperfeiçoamento de Professores de Segundo Grau em Matemática e Ciências, que deve viabilizar a reciclagem de quase 10 mil professores de segundo grau do Estado, de convênio com o CAPES, criadora do programa, e a Secretaria Estadual de Educação, o Pró-Ciências já tem 23 projetos aprovados (17 em execução), que estão possibilitando a reciclagem de 1.547 professores. Os recursos desse programa (R$ 3,5 milhões por ano) foram transferidos à FAPESP pela CAPES.

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