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Biologia molecular

Degradação dos telômeros define a longevidade

Wikimedia commons Cromossomos de um cão com os telômeros destacados em rosaWikimedia commons

Há muito tempo os telômeros, estruturas adensadas nas pontas dos cromossomos – pacotes nos quais o DNA se organiza nas células –, são vistos como responsáveis pela longevidade e pelo envelhecimento. Um estudo liderado pela bióloga molecular espanhola Maria Blasco, diretora do Centro Nacional Espanhol de Pesquisa do Câncer, comparou o que ocorre ao longo da vida com os telômeros em uma diversidade de animais. Camundongos, cabras, gaivotas, renas, urubus, golfinhos, flamingos e elefantes têm tamanhos e tempos de vida muito variados e o mesmo se verifica com o volume inicial de seus telômeros. O grupo percebeu, no entanto, que o tamanho dessas estruturas não tem grande relevância para prever a longevidade de cada espécie. O que importa é a taxa com que sua deterioração se dá. E a variação é enorme: mais de 6 mil pares de bases são perdidos por ano no camundongo, enquanto no elefante esse valor ficou por volta de 100 (PNAS, 8 de julho). Quando os telômeros atingem, em média, entre 75% e 50% do tamanho original, a vida do animal chega ao fim. O envelhecimento parece estar ligado à deterioração do material genético, que, com o tempo e  sem a proteção dos telômeros, perde a capacidade de reparar os danos causados pelo ambiente.

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