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Datafolha

A aprovação do público-alvo

Pesquisa de opinião indica leitores satisfeitos com Pesquisa FAPESP

038-041_DataFolha_190-01A primeira pesquisa de opinião feita com os leitores de Pesquisa FAPESP trouxe resultados para lá de positivos. De acordo com levantamento do Instituto Datafolha, 99% dos que leem a publicação a avaliam como altamente satisfatória – 68% a consideram ótima e 31% boa. Setenta por cento fazem parte da população economicamente ativa (PEA) e, dentre estes, 58% são professores e 20% gestores e pesquisadores científicos. A idade média é de 47 anos e 39% têm renda acima de 10 salários mínimos. Esses dados foram colhidos nos meses de julho, agosto e setembro deste ano com 858 pessoas entre assinantes pagos, assinantes clientes da FAPESP (pesquisadores e bolsistas que aparecem como “cortesia” nas páginas seguintes) e compradores em banca. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Os textos da revista são considerados de fácil leitura por 90% dos entrevistados. A nota média atribuída à publicação é 9. Quando perguntados por quais motivos costumam ler a revista, 96% fizeram referência ao conteúdo, citando espontaneamente, no caso, a diversidade dos assuntos de áreas de interesse (34%), para se manter atualizados (26%), o fato de a publicação ser especializada em assuntos científicos (21%), as atualidades sobre pesquisas (20%) e a abordagem de assuntos nacionais (18%), entre outros.

Apenas 17% disseram ser leitores há menos de um ano, enquanto 31% dos entrevistados a leem há mais de sete anos. Entre os assinantes pagos, 25% têm de 16 a 25 anos e, outros 25%, de 26 a 35 anos. É um público mais jovem do que o do assinante ligado diretamente à FAPESP, concentrado naqueles que têm entre 46 e 69 anos (27%) ou mais de 60 anos (29%). Embora a média geral de idade seja de 47 anos, entre os assinantes pagos a média é menor, de 39 anos. A maioria dos leitores tem pós-graduação (79%) e é formada por homens (59%). Oitenta e sete por cento dos leitores estão na Região Sudeste e, destes, 79% no estado de São Paulo (veja o gráfico).

A renda média familiar de R$ 11 mil indica um leitor de bom poder aquisitivo. Ou seja, a maioria é das classes A e B. Quarenta e um por cento deles trabalham no serviço público e 14% só estudam. Todos parecem estar conectados à internet – 90% têm notebook ou netbook, 37% usam smartphones, 17% utilizam tablets e 66% possuem aparelho de televisão de plasma, LCD ou LED. Outros 17% dizem pretender comprar um tablet nos próximos seis meses. Entre aqueles que têm curso superior ou estão cursando, 42% são das áreas de ciências biomédicas ou biológicas, 33% da área de exatas e 21% de humanas (clique aqui para ver o infográfico).

038-041_DataFolha_190-02Pesquisa qualitativa
O Datafolha realizou também pesquisas qualitativas sobre Pesquisa FAPESP. Trata-se de reuniões com vários grupos de 7 a 10 leitores que, de modo anônimo, dão opiniões e sugestões sobre a revista. No grupo que reuniu oito universitários entre 20 e 25 anos, assinantes pagos, por exemplo, as opiniões sobre a publicação ratificaram a pesquisa quantitativa. Eles concordaram que “a revista não impõe uma posição, não empurra opinião para o leitor” e “mostra que o Brasil pode fazer boa pesquisa”. Uma das estudantes, ainda distante da área na qual gostaria de trabalhar, destacou a proximidade com a ciência proporcionada pelas reportagens. “Pesquisa FAPESP é como se fosse nosso contato com os cientistas. Já que ainda não estou entre eles, é como se estivesse ligada às ideias deles”, disse ela.

Em outra reunião, desta vez de seis pesquisadores de 26 a 33 anos e uma de 56 anos, foi destacada a diversidade de assuntos. “Leio tantos artigos científicos da minha especialidade que quando chega a revista da FAPESP só me interesso por assuntos de outras áreas, para desanuviar”, comentou um dos participantes. Todos leem as principais revistas científicas de seu próprio campo de estudo, mas consideram isso como trabalho. Já Pesquisa FAPESP é divulgação da ciência, quase entretenimento para eles. “É o tal ócio produtivo, espécie de lazer que também informa”, avaliou um deles. Porém, quando leem algo que interessa para o trabalho, eles vão às fontes primárias, isto é, procuram pelos artigos originais citados na reportagem ou entram em contato com o autor da pesquisa.

A pesquisadora mais experiente do grupo chamou a atenção para outro aspecto. Ela disse ler a revista para verificar qual o tipo de informação de sua própria área de estudo chega ao público leitor. “Gosto de ver o que está sendo filtrado pelos jornalistas que fazem a revista”, contou.

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