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Universo

A irmã mais velha do Sol

Representação da gêmea solar CoRoT Sol 1: 6,7 bilhões de anos de idade

Jose Dias do NascimentoRepresentação da gêmea solar CoRoT Sol 1: 6,7 bilhões de anos de idadeJose Dias do Nascimento

Ela tem mais ou menos a mesma massa e composição química do Sol. Seu período de rotação também é semelhante, em torno de 30 dias. Mas sua idade é de 6,7 bilhões de anos, cerca de 2 bilhões de anos a mais do que a estrela que ilumina o nosso sistema. Assim é a CoRoT Sol 1, nome com que foi batizada por um grupo de astrofísicos brasileiros, com a colaboração de um colega do Japão, a gêmea solar mais velha e distante identificada até hoje na Via Láctea (Astrophysical Journal Letters, no prelo). Localizada na constelação de Unicórnio, a irmã mais velha do Sol é cerca de 200 vezes menos luminosa do que a gêmea solar mais brilhante que se conhece, a 18 Scorpii. Foi descoberta pelo satélite francês CoRoT e estudada agora em detalhes com o auxílio do telescópio japonês Subaru, que possui um espelho de 8,2 metros. “É como se essa estrela fosse o Sol no futuro”, diz José Dias do Nascimento, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), líder da equipe que descobriu e caracterizou a CoRoT Sol 1, ao lado de Jorge Melendez, da Universidade de São Paulo (USP), e Gustavo Porto de Mello, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Embora o Sol seja o objeto celeste mais estudado da galáxia, pouco se sabe sobre o seu processo de evolução e o quão único (ou não) ele pode ser em relação às demais estrelas. Segundo as teorias de evolução estelar mais aceitas, o Sol se tornará 33% mais luminoso daqui a 3 bilhões de anos, o que esquentaria a Terra e faria a água dos oceanos evaporar. Estudando mais a fundo a CoRoT Sol 1, os pesquisadores esperam produzir elementos que confirmem essa teoria.

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