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UFSCar

A memória do cafeicultor

A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) vai receber US$ 17 mil da Universidade Harvard para ajudar na conservação de uma das coleções de sua Unidade Especial Informação e Memória. O acervo contemplado pertencia a Carlos Leôncio Magalhães (1875-1931), um grande cafeicultor da região de São Carlos. Conhecido como Nhonhô Magalhães, teve uma casa comissária e uma empresa financeira. Ainda jovem começou a comprar fazendas em Matão, na região de São Carlos, e enriqueceu vendendo-as com grandes margens de lucro. Seu maior negócio foi a compra, em 1911, da sesmaria de Cambuí, de 605 quilômetros quadrados, na região dos atuais municípios de Matão, Nova Europa e Gavião Peixoto. A propriedade foi vendida a um grupo inglês em 1924 por 20 mil contos de réis, mais de dez vezes o valor que Nhonhô havia pago. Os documentos reúnem a correspondência, transações comerciais e escrituras. A maior parte deles é das décadas de 1910 e 1920 e mostra o auge dos negócios de Magalhães. Mas há material referente a toda a trajetória das empresas do cafeicultor, num período de quase cem anos. Os recursos para conservação do acervo, repassados pelo Programa de Apoio a Bibliotecas e Arquivos da América Latina da Universidade Harvard, serão usados na compra de estantes e na restauração e digitalização de mapas, que serão disponibilizados na internet.

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