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Tecnociência

A sociedade invisível do mangue

Três biólogas do Pará afundaram o pé no manguezal e encontraram uma notável diversidade de seres convivendo nas galerias de teredos (moluscos perfuradores) em troncos de árvores em decomposição. Abrindo nove amostras de árvore da espécie Rhizophora mangle, Daiane Aviz, da Universidade Federal do Pará, Clara Ferreira de Mello, da Universidade Federal Rural da Amazônia, e Patrícia Fernandes da Silva, da Secretaria de Educação do Estado do Pará em São Caetano de Odivelas, encontraram vários vermes marinhos, como nemertíneos e anelídeos, além de moluscos e artrópodes (pequenos insetos e crustáceos) – um total de 452 exemplares de animais, descritos na edição de janeiro-abril do Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Eram os sobreviventes do manguezal, ambiente hostil, devido às constantes entradas de água do mar. O interior das árvores os protegia das oscilações da maré, da salinidade, dos predadores e do risco de secarem ao sol.

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