
Arquivo Afro-religioso / UFRNIntegrantes do Centro Espírita de Umbanda Caboclo Aracati, fundado em 1967Arquivo Afro-religioso / UFRN
Pesquisadores das universidades federal e estadual do Rio Grande do Norte (UFRN e UERN) e líderes religiosos criaram um site para preservar os registros históricos de terreiros de umbanda no estado. O acervo começou a ser formado em 2024 com documentos sobre dois babalorixás: José Clementino (1930-2021), fundador do terreiro Cabana Umbandista Pai Joaquim de Angola, e José Barroso dos Santos (1920?-1992), mais conhecido como Tenente Barroso, do Centro Humilde de Caridade São Lázaro. O site Arquivo Afro-religioso reúne biografias, fotografias, vídeos, áudios e canções. “Os acervos documentais afro-religiosos, talvez por sua característica documental, de caráter privado, são pouco conhecidos do mundo exterior às comunidades de terreiro”, comentou o antropólogo da UFRN Luiz Assunção, coordenador do projeto, em um dos artigos acadêmicos do site. No passado, no Rio Grande do Norte, os terreiros de umbanda foram invadidos e seus líderes e adeptos perseguidos, até mesmo por um grupo de extermínio chamado Mão Branca. Em paralelo, o Museu da República, no Rio de Janeiro, recuperou 523 peças religiosas apreendidas entre 1889 e 1945 pela polícia que antes estavam no antigo prédio do Departamento de Ordem Política e Social (UFRN, janeiro).