Isoladas ou em colônias, algas unicelulares conhecidas como diatomáceas podem cobrir as colunas de rochas, chamadas espeleotemas, de áreas pouco iluminadas da entrada de cavernas e interferir na formação geológica. Geólogos e biólogos das universidades de Brasília (UnB), Estadual de Campinas (Unicamp) e Estadual Paulista (Unesp) as encontraram em áreas com baixa luminosidade e umidade em rochas de três cavernas da serra do Itaqueri, no interior paulista. Foi um achado improvável, porque esses organismos fazem fotossíntese e são mais comuns em ambientes aquáticos. Duas espécies já identificadas pertencem ao gênero Orthoseira e são cilíndricas, com diâmetro variando de 10 a 30 micrômetros (μm) e pequenas estruturas semelhantes a espinhos, visíveis em microscópio eletrônico de varredura. A equipe coordenada pela geóloga Cintia Stumpf, da UnB, verificou que as algas, ao se multiplicarem, podem produzir ácidos e acelerar a dissolução da sílica que compõe as rochas, alterando o pH e a formação dos espeleotemas, como observado sob microscopia eletrônica (Journal of South American Earth Sciences, outubro).
Republicar