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imunologia

Amplo estudo sobre os impactos da zika

National Institute of Allergy and Infectious Diseases/National Institutes of Health Imagem de microscopia eletrônica de cópias do vírus zika (em vermelho) obtidas de uma criança brasileira com microcefaliaNational Institute of Allergy and Infectious Diseases/National Institutes of Health

Um grupo de pesquisadores brasileiros caracterizou a frequência e a gravidade das manifestações associadas à síndrome congênita do zika (SCZ), com base em informações sobre 843 crianças. “Até o momento, a caracterização da SCZ se baseava em séries de casos e estudos com poucos participantes”, explicou a neonatologista Maria Elisabeth Moreira, da Fundação Oswaldo Cruz, uma das autoras do estudo, em um comunicado à imprensa. Dos bebês infectados pelo zika na gestação, 80% nasceram com microcefalia (o cérebro menor que o normal para o tamanho e a idade gestacional) e 20% a desenvolveram nos primeiros meses de vida. As alterações mais frequentes foram as calcificações no cérebro, o aumento das cavidades cerebrais e a atrofia do córtex. Os problemas neurológicos mais comuns foram persistência dos reflexos primitivos (manutenção de movimentos involuntários que deveriam desaparecer com o amadurecimento) e epilepsia. Metade delas também apresentava dificuldade de prestar atenção a quem lhes dirige a palavra ou de seguir instruções para realizar tarefas (PLOS Global Public Health, 29 de dezembro).

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