Imprimir PDF Republicar

virologia

Bactéria eficaz contra a dengue

Paula Tanscheit / WRI Brasil / FLICKRNiterói: queda de 90% nas infecções causadas por AedesPaula Tanscheit / WRI Brasil / FLICKR

Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, conseguiu deter o avanço da dengue. A estratégia usada foi espalhar, por toda a cidade, mosquitos Aedes aegypti infectados com a cepa (variedade) wMel da bactéria Wolbachia, que reduz a capacidade de transmissão do vírus causador da dengue. A partir de 2017, os insetos com Wolbachia foram liberados nas áreas ocupadas pela população urbana. Em 2022, a maioria de A. aegypti em Niterói já carregava a bactéria, trazida da Austrália e inoculada nos mosquitos em viveiros na própria cidade. De acordo com um levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Belo Horizonte e da Universidade Monash, na Austrália, o número de novos casos de dengue notificados em Niterói foi 89% menor após as liberações de Wolbachia que no período anterior (de 2007 a 2016). Em 2024, a incidência de dengue em Niterói foi de 374 por 100 mil habitantes, menor que a do estado do Rio de Janeiro (1.884 por 100 mil) e da média nacional (3.157 por 100 mil). Os resultados observados são similares aos encontrados em localidades da Austrália, Ásia e outros países da América do Sul (Tropical Medicine and Infectious Diseases, 25 de agosto).

Republicar