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Brasil

Brito assume Diretoria Científica

Carlos Henrique de Brito Cruz assumiu a Diretoria Científica da FAPESP no dia 26 de abril em substituição ao físico José Fernando Perez. O governador Geraldo Alckmin manifestou a intenção de participar da posse, mas, como tinha compromisso agendado para a data, a cerimônia foi adiada por alguns dias. Brito Cruz, 48 anos, engenheiro eletrônico e físico, já havia sido presidente da Fundação de 1996 até 2002, ano em que se tornou reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Especialista em fenômenos ultra-rápidos, laser e semicondutores, é um dos coordenadores do Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (Cepof), da Unicamp, e um profundo conhecedor de políticas de desenvolvimento científico e tecnológico. Perez, 60 anos, também engenheiro e físico, professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo, sai da FAPESP para montar sua própria empresa, a PP&D Tecnologia, depois de 11 anos à frente da Diretoria Científica. Em sua última participação no Conselho Superior da Fundação, ele falou dos quatro pontos que considera marcantes em sua gestão. O primeiro deles foi a criação dos programas voltados para a inovação tecnológica, que envolvem empresas como parceiras ou como atores principais. “Até hoje, 348 pequenas empresas já participaram dos programas”, disse Perez aos conselheiros. O segundo ponto foi o papel da FAPESP como indutora da criação de novos programas articulados às iniciativas da comunidade científica do Estado de São Paulo. Graças a essa ação conjunta foram criados o Biota, o Genoma, o Programa Tecnologia da Informação no Desenvolvimento da Internet Avançada (Tidia) e a Cooperação Interinstitucional de Apoio a Pesquisas sobre o Cérebro (CInAPCe), entre outros. “Todos os programas foram implantados sem nenhum prejuízo do financiamento da pesquisa básica”, ressaltou. O terceiro ponto refere-se ao empenho dado à divulgação científica. Durante sua gestão foi criada e consolidada a revista Pesquisa FAPESP e a SciELO, novo modelo de publicação eletrônica dos periódicos científicos e tecnológicos brasileiros. O último item considerado marcante por Perez refere-se à criação de paradigmas que se generalizaram, como o genoma paulista, que inspirou o grande projeto genoma nacional, e os Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid), que viraram, na esfera federal, os Institutos do Milênio, entre outros exemplos.

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