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Ginecologia

Câncer de mama e sexualidade

As pesquisadoras Priscila Ribeiro Huguet, Sirlei Siani Morais, Aarão Mendes Pinto-Neto e Maria Salete Costa Gurgel, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e Maria José Duarte Osis, do Centro de Pesquisas em Saúde Reprodutiva de Campinas, avaliaram a qualidade de vida e aspectos da sexualidade de mulheres com câncer de mama segundo o tipo de cirurgia e características sociodemográficas. Foi realizado um estudo de corte transversal com 110 mulheres tratadas há pelo menos um ano com câncer de mama no Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher da Unicamp. Os resultados, presentes no artigo “Qualidade de vida e sexualidade de mulheres tratadas de câncer de mama”, mostraram que idade, escolaridade, tipo de cirurgia e tempo desde a cirurgia não influenciaram a qualidade de vida nos domínios físico, meio ambiente, psicológico e relações sociais. Mulheres com relacionamento marital estável tiveram escores maiores nos domínios psíquico e relações sociais. Maior nível socioeconômico influenciou a qualidade de vida nos domínios físico e meio ambiente. Em relação à sexualidade, mulheres com relacionamento marital estável tiveram escores maiores de qualidade de vida em ambos os componentes de sexualidade. Mulheres submetidas à quadrantectomia ou à mastectomia com reconstrução imediata apresentaram melhores escores em relação à atratividade quando comparadas às mastectomizadas sem reconstrução. Ou seja, melhor nível socioeconômico e de escolaridade, relação marital estável e cirurgia com conservação mamária estão associados a melhores taxas de qualidade de vida, inclusive a sexual.

Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia – vol. 31 – nº 2 – Rio de Janeiro – fev. 2009

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