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Sustentabilidade

Chips biodegradáveis feitos de madeira

Chip feito com nanofibrila de celulose  recoberto com resina sobre uma folha

Yei Hwan Jung/Universidade de Wisconsin-MadisonChip feito com nanofibrila de celulose recoberto com resina sobre uma folhaYei Hwan Jung/Universidade de Wisconsin-Madison

Um chip composto de celulose – a fibra presente na madeira – desenvolvido na Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos, foi a solução apresentada por pesquisadores em artigo publicado na revista Nature Communications, 26 de maio, como solução para o crescente problema do descarte de circuitos integrados obsoletos. A maior parte de um chip convencional é composta por uma camada de suporte que abriga o processador, responsável pelo funcionamento do computador. Os pesquisadores de Wisconsin, em parceria com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, trocaram essa camada, normalmente feita de metal, por fibras de celulose em escala nanométrica chamadas de nanofibrilas de celulose (CNF, na sigla em inglês). Como a madeira pode se contrair ou expandir em função da umidade do ar, eles recobriram o polímero natural com resina epóxi, o que resultou em um material mais resistente à água. A ideia do grupo de pesquisadores ao propor essa solução é substituir a maior parte dos processadores e chips por material biodegradável ou mesmo reaproveitável. Para demonstrar a viabilidade da técnica, eles utilizaram um substrato de madeira para criar um chip de 5 por 6 milímetros, com 1.500 transistores de arseneto de gálio, material padrão usado pela indústria eletrônica para a fabricação de circuitos integrados. Segundo os pesquisadores, o protótipo apresentou desempenho semelhante aos circuitos integrados usados atualmente.

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