guia do novo coronavirus
Imprimir PDF Republish

difusão

Ciência na telinha

TV Cultura e FAPESP lançam o programa SP Pesquisa, série de reportagens com destaques da produção científica de São Paulo

Cenas de dois dos programas do SP Pesquisa

SP PesquisaCenas de programas do SP PesquisaSP Pesquisa

da Agência FAPESP

A TV Cultura estreou no dia 7 de março um novo programa que apresenta os bastidores da produção científica paulista em diversas áreas do conhecimento. O SP Pesquisa é resultado de um termo de cooperação assinado entre a FAPESP e a Fundação Padre Anchieta, responsável pela TV Cultura. A produção leva ao ar o trabalho de pesquisadores que atuam em instituições paulistas e mostra relações entre as pesquisas e o cotidiano da população, esclarecendo, de forma simplificada e com recursos visuais, conceitos relacionados às áreas abordadas.

Foram produzidos 26 programas, cada um com 28 minutos de duração. Eles são exibidos na TV Cultura, aos sábados, e na Univesp TV, aos domingos e às quintas-feiras. A Univesp TV, canal digital aberto 2.2, integra a Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp). Para assistir ao canal, que faz parte da multiprogramação digital da TV Cultura, é necessário televisor equipado com conversor digital.

Para Celso Lafer, presidente da FAPESP, a parceria evidencia o interesse comum das instituições envolvidas na iniciativa pelo desenvolvimento social por meio da ciência. “Uma das missões da FAPESP é divulgar ao público os resultados da pesquisa que apoia e, nesse processo, destacar a importância do conhecimento no encaminhamento dos problemas da sociedade”, diz. “Consideramos muito importante esse programa no âmbito das atividades da Fundação Padre Anchieta por dar densidade a essa vertente da missão da FAPESP.”

SP PesquisaCientistas protagonistas
Os 26 programas produzidos contemplam diferentes áreas do conhecimento. A abordagem escolhida prioriza o trabalho dos pesquisadores e sua rotina nos locais em que as pesquisas são realizadas, com reportagens em laboratórios e nas ruas.

A cada programa, os próprios cientistas falam de suas pesquisas e de como elas podem impactar na vida cotidiana. “A ideia é estabelecer um diálogo entre o pesquisador e o telespectador, desmistificando a percepção de que o público costuma ter da ciência e dos cientistas”, diz Valesca Canabarro Dios, diretora do programa.

O primeiro episódio da série apresentou pesquisas feitas na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) sobre a microbiota intestinal e sua relação com a obesidade e outras doenças. Pesquisadores das duas instituições, médicos e outros profissionais relacionados à área compartilharam olhares científicos sobre o tema e resultados de seus trabalhos, enquanto o programa detalhou a atividade da flora intestinal e sua importância para o funcionamento do organismo.

Quadros com recursos visuais e linguagem acessível a diferentes públicos ajudam a explicar os conceitos abordados nos estudos. No quadro “Grifo nosso”, o jornalista Salvador Nogueira conta, por exemplo, como agem as vacinas no corpo humano ou por que as bactérias são importantes para a digestão e outras funções do organismo.

SP PesquisaTodas as explicações foram elaboradas com a colaboração de pesquisadores consultados pelo programa. Os cientistas também participam da concepção dos recursos visuais utilizados para garantir que sejam fiéis às ideias abordadas, mesmo que com certa liberdade artística.

Além de tratar, de forma elucidativa, dos mistérios científicos que as pesquisas apresentadas tentam desvendar, o programa busca desmitificar o próprio trabalho dos cientistas. O quadro “Profissão” acompanha a rotina de profissionais dos grupos responsáveis pelas pesquisas abordadas pelo programa, esclarecendo o que fazem e como conduzem seus estudos nos laboratórios e em outros espaços.

Os pesquisadores também abordam conquistas recentes das pesquisas na área em que atuam e comentam artigos científicos publicados em periódicos de alto impacto.

Os programas tratam de pesquisas feitas no estado de São Paulo com resultados importantes em diversos campos – entre eles, física das partículas sub-atômicas, astrofísica, geofísica do subsolo brasileiro, nanomateriais, paleontologia, urbanismo, oceanografia, biodiversidade, etanol, aquecimento global, agricultura, vacina contra a Aids e saúde em geral.

As pautas foram definidas em conjunto entre a Univesp TV e a produtora contratada pelas instituições, a Itinerante Filmes, com base no trabalho de divulgação científica desenvolvido pela FAPESP. “Acompanhamos o trabalho da revista Pesquisa FAPESP e da Agência FAPESP para chegar aos temas de interesse e aos pesquisadores que seriam consultados”, diz a diretora dos programas, Valesca Dios.

Aos sábados, o programa SP Pesquisa vai ao ar às 16 horas, pela TV Cultura. Na Univesp TV, o programa será exibido às 19 horas aos domingos e às 21h30 às quintas.

Mais informações em http://univesptv.cmais.com.br/

Republish