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BOAS PRÁTICAS

Combate frágil à má conduta

O combate a casos de má conduta de cientistas é frágil na maioria dos países em desenvolvimento, conforme concluiu um estudo publicado em março na revista científica PLOS Medicine. Embora os casos de fraude e de plágio sejam um problema global, atingindo de 2% a 14% de cientistas em países desenvolvidos, as nações mais pobres ainda estão despreparadas para tratar de temas ligados à integridade e à ética na pesquisa.

Os autores do estudo levantaram dados sobre fabricação de resultados, falsificação de experimentos e plágio em 11 países: Argentina, Bangladesh, China, Costa Rica, Guatemala, Índia, Quênia, México, Peru, África do Sul e Tunísia. Concluíram que, com exceção da China, que criou um escritório para
a integridade da pesquisa científica, os países mais pobres quase não dispõem de mecanismos para agir contra a má conduta.

O autor principal do estudo, o nigeriano Joseph Ana, disse ao portal SciDev.net que a má conduta tem raízes na cultura do “publicar ou perecer”, ou seja, na pressão que os pesquisadores sofrem para publicar muitos artigos como forma de crescer na carreira. Outro fator apontado por ele é a dificuldade para escrever em inglês, o que leva muitas pessoas a plagiar trechos de outros artigos.

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