
Krzysztof Ziarnek, Kenraiz / Wikimedia CommonsAdaptações metabólicas permitem à planta do deserto crescer mesmo sob calor intensoKrzysztof Ziarnek, Kenraiz / Wikimedia Commons
Como as plantas do Vale da Morte, na Califórnia, Estados Unidos, conseguem crescer e permanecer verdes sob uma luminosidade ofuscante e a temperaturas que no verão chegam a 50 graus Celsius (oC)? Seung Yon Rhee e Karine Prado, da Universidade do Estado de Michigan (MSU), nos Estados Unidos, encontraram alguns mecanismos de sobrevivência ao estudarem um arbusto conhecido como planta do deserto (Tidestromia oblongifolia). Em laboratório, a biomassa de T. oblongifolia triplicou em apenas 10 dias. As estruturas celulares responsáveis pela produção de energia reposicionaram-se ao lado dos cloroplastos, onde ocorre a fotossíntese. Os próprios cloroplastos assumiram uma forma de taça, que captura o dióxido de carbono com mais eficiência, estabilizando a produção de energia. E aumentou a produção da enzima rubisco ativase, que ajuda a manter a fotossíntese em altas temperaturas.
“Essa é a planta mais tolerante ao calor já documentada”, disse Rhee, em um comunicado da MSU (Current Biology, 7 de novembro).