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Cores do tempo

Em fatias de arbustos do Cerrado, o engenheiro florestal Tiago Gomes-Pinto experimentou maneiras de enxergar anéis de crescimento durante a graduação na Universidade de São Paulo (USP). Nessa parte subterrânea da planta Jacaranda decurrens – as partes aéreas são periodicamente eliminadas pelo fogo –, o método de coloração de Mäule permite enxergar ao microscópio de fluorescência, em verde, a lignina-S, que forma a parede celular das fibras. Em laranja aparece a lignina do tipo G, mais resistente e abundante no final de cada anel de crescimento. Partindo do princípio de que a cada ano se forma um anel, os pesquisadores estimam a idade de 27 anos para essa raiz pouco mais espessa que um dedo.

Imagem enviada pela jornalista Beatriz Ortiz, bolsista de jornalismo científico no projeto Biota Campos, com sede no Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA)

Sua pesquisa rende fotos bonitas? Mande para imagempesquisa@fapesp.br. Seu trabalho poderá ser publicado na revista.

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