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Astrofísica

Detalhes sobre a morte de uma estrela

Há 11.300 anos, uma estrela massiva agonizava, com uma energia oscilante, expelindo o material de suas camadas externas. Depois, explodiu e formou a Cassiopeia A (Cas A), um remanescente de supernova. Usando o telescópio de raios X Chandra, um grupo internacional de astrônomos descobriu que a estrela progenitora da Cas A tinha entre 15 e 20 massas solares, provavelmente era uma supergigante vermelha e explodiu quando seu núcleo colapsou. “Pouco antes do colapso da estrela em Cas A, parte de uma camada interna com grande quantidade de silício se espalhou e se rompeu em uma camada vizinha com muito neônio [elemento químico capaz de emitir uma característica luz vermelho-alaranjada]”, disse Kai Matsunaga, da Universidade de Kyoto, no Japão, ao site Astronomy Today. O neônio é queimado ao ser puxado para dentro e o silício transportado para fora da estrela, indicando que o processo final de queima estelar altera rapidamente a estrutura interna. A luz da extinção da Cas A chegou à Terra por volta dos anos 1660 (Astrophysical Journal, 2 de setembro).

NASA/CXC/Universidade Meiji Republicar