- A expansão da oferta de cursos de graduação na modalidade a distância (EaD) se acentuou nos últimos anos. De 2014 a 2024, os ingressos nessa modalidade aumentaram quase cinco vezes ao passarem de 728 mil (23% do total de 3,11 milhões) para 3,35 milhões (67% do total de 5,01 milhões)
- Em contraste, houve retração significativa na oferta de cursos presenciais. Nestes, os ingressos se retraíram em 30% no mesmo período, passando de 2,38 milhões (77% do total) para 1,66 milhão (33% do total)
- Essa mudança significativa do perfil da oferta de cursos superiores no Brasil afetou todas as áreas, incluindo a formação de professores (licenciatura), em que já era relevante há mais tempo, chegando, em anos mais recentes, aos programas de engenharia1
dados
EaD responde por mais de 50% dos ingressos em engenharia
- Como indica o gráfico acima, nas engenharias, 58% dos ingressantes em 2024 se matricularam em programas de EaD. Essa fração era menor que 2% em 2010 e ainda abaixo de 15% em 2017
- Em todas as maiores áreas de formação em engenharia verificou-se, em 2024, uma maior parcela de ingressos na modalidade a distância. As exceções foram as áreas com menor número de ingressantes
Nota (1) Esses dados referem-se apenas a programas que formam bacharéis reconhecidos pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) como engenheiros no sentido pleno Fontes Microdados do Censo da Educação SUPERIOR (INEP) / MEC Elaboração Fapesp/DPCTA/GPAFI
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