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Estratégias

Ebulição no mercado do genoma

O mercado do genoma humano está fervilhando. Grandes empresas como a IBM, Compaq e Motorola começam a comprar ações minoritárias em empresas envolvidas com pesquisas do genoma. As companhias despertaram para a grande possibilidade de ganhos da área, porque tudo indica que será possível melhorar o diagnóstico de doenças e criar novos medicamentos. “Estávamos na expectativa de um mercado de US$ 9 bilhões para 2003, mas novos números sinalizam para algo entre US$ 18 milhões e US$ 27 milhões”, estimou Caroline Kovac, vice-presidente da divisão IBM Life Science, para o jornal Gazeta Mercantil. A IBM e a Compaq decidiram investir US$ 100 milhões cada uma; a Motorola não divulgou o valor. O objetivo final das empresas é ajudar a indústria farmacêutica a desenvolver novos medicamentos, mais rapidamente e a custo menor.

As companhias também perceberam que parte do projeto está chegando ao fim e não querem entrar tarde demais nessa área. A empresa Celera Genomics, cujo presidente é o polêmico Craig Venter, anunciou que deverá publicar o texto definitivo sobre o seqüenciamento do genoma humano no começo de 2001, na revista Science. Em troca, a publicação garantiu aos autores do estudo que os dados completos só serão acessados por quem se comprometer a não usá-los para fins comerciais. A revista Nature deverá publicar os resultados do genoma humano que vem sendo feito pelo consórcio público internacional.

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