Em 2017, o abrigo rochoso El Gigante, um sítio arqueológico no sudoeste de Honduras, com altitude entre 1.200 e 2 mil metros, revelou-se um dos centros da diversificação e do cultivo do milho (Zea spp.), há 4.300 anos. Agora, mostra-se como um dos berços do abacate (Persea americana). Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, Estados Unidos, encontraram lá e examinaram 1.725 amostras fossilizadas dessa fruta. Dataram 56 delas e viram que a mais antiga tinha cerca de 11 mil anos e que as cascas do abacate se tornaram progressivamente mais espessas e as sementes maiores a partir de 8 mil anos atrás. A domesticação e seleção contínua de frutas grandes e robustas começaram entre 7,5 mil e 7,2 mil anos atrás e resultaram nas cerca de 500 variedades conhecidas atualmente, com diferentes formas, cores e tamanhos. Nativo do México e da América Central, deve ter chegado ao Brasil no final do século XIX, onde são cultivadas sete variedades, Avocado (Hass), Breda, Fortuna, Geada, Margarida, Ouro Verde e Quintal (PNAS, 3 de março).
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